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SE EU PUDER RESPONDER

Ao longo dos últimos anos, tenho recebido inúmeras perguntas de estudantes, profissionais de todas as áreas de comunicação e até mesmo de pessoas interessadas em conhecer melhor aspectos de Relações Públicas. As questões são muito diversificadas, mas carregam sempre uma concepção de aprofundamento dos temas de interesse.

Foi baseado nessa experiência, que considero de extrema riqueza profissional, que resolvi criar o canal “SE EU PUDER RESPONDER”. Ele tem como objetivo tratar de questões específicas de interesse exclusivo do usuário, seja para satisfazer curiosidade intelectual ou para esclarecer aspectos teóricos ou práticos de questões relacionadas às atividades de Relações Públicas. 

Se você quiser, pode mandar sua pergunta agora mesmo. Se eu puder responder, terei muita satisfação de fazê-lo.

Veja, a seguir, as mais recentes questões recebidas.


Como diferenciar uma empresa cidadã com as que só marqueteiam suas ações para gerar visibilidade frente a uma sociedade massiva?

Não é muito simples separar as empresas entre as que “marqueteiam” e as que atuam “por consciência”. Em geral, as empresas estão praticando atitudes sustentáveis que de algum modo beneficiam setores da sociedade. O que pode ser dito é que não há prevalência de empresas que atuam nessa área por terem “caráter nobre”, porque praticamente todas, ainda que não reconheçam, estão envolvidas nessa área como parte de seu negócio. É comum encontrar inscrições de zelo, amor e metas pela sustentabilidade nos princípios das empresas. Mas, por mais que elas preguem essa filosofia, muito pouco muda na superfície da terra, na vida dos indivíduos que formam as sociedades alvo da sustentabilidade.

O problema é que as empresas estão sempre distantes dos lugares e públicos onde deveriam estar presentes. Raramente participam diretamente, contentam-se em viabilizar economicamente projetos de interesse da área. Como perfeita estratégia de marketing, essa área tem ainda uma outra característica que torna o processo atraente e convidativo. São os glamorosos prêmios de reconhecimento em Responsabilidade Social e Sustentabilidade. Hoje, tudo tem que acabar em reconhecimento, imaginando que a reputação empresarial é construída dessa forma. Por isso, a projeção da empresa na mídia substitui a presença dela na comunidade e satisfaz aparentemente os anseios na busca da Responsabilidade Social e Sustentabilidade. Entretanto, ainda que reconhecidas na mídia e entre as lideranças no mercado, não recebem, invariavelmente, o mesmo tratamento das comunidades onde vivem. Todas elas são cidadãs da mídia e do mercado, mas raras são consideradas cidadãs pelos integrantes das comunidades onde estão instaladas.


Desse modo, como trabalhar o cliente para uma mudança de visão, a fim de torná-la uma verdadeira empresa cidadã?


O papel de Relações Públicas ou como vocês quiserem da Comunicação Corporativa ou do assessor de comunicação deveria ser o de falar a verdade. Mas como isso pode ser feito se os próprios profissionais de comunicação também vivem do reconhecimento. Eles precisam fazer e apresentar resultado. E o seu resultado será reconhecido somente se a empresa for igualmente reconhecida no mercado. Portanto, trata-se de um círculo vicioso que precisa ser quebrado. O processo de mudança do comportamento empresarial começa pelo amadurecimento desse profissional. Somente quando ele for capaz de dizer que não recomenda determinada atitude é que os empresários começarão a se conscientizar e mudar suas próprias atitudes. Somente nesse ano vi pelo menos três clientes torcer o nariz e coçar a cabeça após ouvirem que eu não faria aquela ação do modo com queriam. Apesar dos argumentos de que poderiam se dar mal, não deram atenção ao que ouviram. Um deles, já descobriu, pela reação de seu público, de que nosso alerta estava correto. É assim que as empresas aprendem. Assim elas vão aprendendo.

Perguntado em: 07/09/2009 por Tiago de MKT

Bom dia, Flávio! Sou Relações Públicas e tive oportunidade de conhecer seu artigo sobre Dicas e Recomendações para a Comunicação Corporativa superar a crise, que aliás é muito interessante.Gostaria de saber sua opinião sobre o mercado de São Paulo para os profissionais de comunicação.Sou de Minas, moro em Belo Horizonte e quero ir tentar alguma coisa aí. Você poderia me dizer se as oportunidades ai estão superando as expectativas ou o mercado ainda está difícil para os profissionais.Tive indicação de algumas pessoas da Usiminas sobre sua empresa e gostaria muito de saber sua opinião.

O mercado de São Paulo, para os profissionais de comunicação, continua o mesmo, independente da crise. Não vejo nenhum problema de retração ou ausência de oportunidades de trabalho para iniciantes ou profissionais mais experientes. As dificuldades atuais são as mesmas de sempre, há muita competição, muitos candidatos disputando as vagas existentes. O desafio está com você, se deseja se transferir para SP terá que vir sabendo o que realmente deseja em relação ao trabalho. Deseja trabalhar em agência de comunicação, empresa ou outro tipo de instituição? Que tipo de atividade deseja desenvolver e em que nível? Não sei qual é sua experiência, mas você precisa definir essas questões para preparar-se para uma ação efetiva. Se você deseja trabalhar em agência, as oportunidades são maiores na área de assessoria de imprensa, mas existem outras áreas importantes e muito boas também. Se você tem alguma experiência, invista no que já sabe fazer. Contate as entidades de comunicação existentes como a ABRP (ww.abrpsp.wordpress.com), Conrerp (www.conrerp2.org.br), Aberje (www.aberje.com.br) e Abracom (www.abracom.org.br). Pesquise também as agências e empresas. Atualize sua lista com nomes dos responsáveis, envie currículo e faça contatos telefônicos. Isso é imprescindível. Ofereça-se para visitar as agências, por exemplo. Se você faz parte dos grupos de discussão, solicite informações e dicas de nomes, telefones e endereços. Desenvolva seu próprio network e mantenha relacionamento. Por favor, envie seu currículo e me esclareça os pontos acima, pois assim poderei avaliar seu perfil e oportunidades. Agradeço pela mensagem e desejo que você alcance seus objetivos o mais rápido possível.

Perguntado em: 18/04/2009 por Aparecida Rocha de Carvalho

Qual o papel do Profissional de Relações Públicas importante pode desempenhar e determinar no exercicio das suas funções face a crise económica que estámos a viver?

O Profissional de Relações Públicas tem como papel construir uma história de relacionamento da empresa com seus públicos estratégicos. Ele é o responsável, todo o tempo, por zelar pela boa imagem da empresa e construir a sua devida reputação.

Uma empresa que tem à frente um profissional desse tipo, e que seja ele especializado e responsável, certamente não terá muitas dificuldades para superar a crise nesse nível de comunicação. Nesse caso, ele terá já conquistado a credibilidade necessária para garantir a confiança e tranqüilidade durante a fase mais intensa da crise. Ele fará a manutenção do processo de comunicação e atualizará as informações de acordo com a evolução dos acontecimentos. Em geral, atuará para manter a calma e uma boa expectativa, porque já terá conseguido essa credibilidade anteriormente.

Entretanto, para o profissional fazer isso, mesmo que ele seja um relações-públicas, terá que ter maturidade e discernimento do que está realmente acontecendo, para não permitir que os envolvidos se deixem levar negativamente pela crise. Especialmente entre os administradores da empresa, pois esse grupo é muito vulnerável e pode, por suas atitudes e discurso, por tudo a perder do que já foi construído.

Agora, se a empresa não foi cuidada com esse princípio, então ela poderá passar por sérias dificuldades, uma vez que não terá o apoio e suporte da credibilidade já conquistada. Nesse caso, a ação do relações-públicas será muito mais difícil do que em situações normais. Ele terá que definir com a direção da empresa qual será o posicionamento dela perante o mercado, seus públicos e a própria imprensa (mídia) e fazê-los acreditar e confiar na empresa pelo seu próprio discurso atual. E essa é uma tarefa muito difícil de realizar.

Por fim, de qualquer modo, seja num caso ou noutro, o profissional deve manter seus públicos devidamente informados sobre o que estiver acontecendo num processo permanente de comunicação e relacionamento. Deve fazer com que o público perceba a sinceridade e honestidade da empresa diante da situação que está vivendo e, para isso, terá que falar a verdade e ser claro e objetivo em relação à expectativa de futuro da empresa. 

Na verdade, esse processo nada mais é do que praticar a filosofia de relações públicas, que deve ser permanente numa organização que não quer ter surpresas desagradáveis em seu curso de vida no mercado e na sociedade.

Perguntado em: 10/03/2009 por Fernanda Ferreira - de Viseu

Flavio, acabei de ser contratada numa empresa pequena que faz trabalhos sociais para empresas publicas. Nao sei como fazer a comunicacao externa preciso dicas

Conforme prometido, encaminhei a proposta de sugestões de atividades para a Desarrollo Empresarial, baseada nas informações que trocamos nessas últimas semanas. Depois de tantas informações trocadas pudemos enriquecer muito nosso conhecimento e, quem sabe, o conteúdo das sugestões que envio agora. Trata-se de um exercício com sugestões de ações para demonstrar como a DE pode e deve se posicionar de modo profissional e elevado no mercado e na sociedade. Nesse exercício foram colocados os princípios e as melhores práticas de Relações Públicas capazes de promover o relacionamento efetivo da empresa e torná-la presente como uma verdadeira cidadã. Somente esse nível de envolvimento e responsabilidade torna a empresa respeitada e gera o reconhecimento necessário para fortalecer sua reputação. Espero que as sugestões sejam adequadas a sua realidade ai na Venezuela, pois o ambiente socioeconômico e o perfil da comunicação, certamente são diferentes daqui do Brasil. Que as sugestões sejam compreendidas pelos diretores de sua empresa e, se aplicadas, tragam os resultados esperados pela DE e alcancem os benefícios para as empresas clientes e para a sociedade do seu país.

Agradeço pela compreensão do tempo e pela consideração demonstrada ao universoRP.net. D
esejo boa sorte e sucesso profissional. Um abraço.

Perguntado em: 21/01/2009 por flavia tabora

Caros amigos, Parabéns pelo blog e pela criatividade. Vocês são verdadeiros RPs. Bom, sou formado em Relações Públicas pela Escola Superior de Relações Públicas de Pernambuco e sou Conselheiro Titular do Conrerp 5ª Região. Estou me desligando do Conselho por vários problemas pessoais e por problemas com a "forma" como as coisas são resolvidas aqui no Recife, principalmente. Bom.... gostaria de levantar uma importante discussão. O Conrerp 5ª Região não atua praticamente, tendo caído no descrédito dos estudantes e profissionais, virando até motivo de gozação. Como "governo", já que faço parte do Conselho efetivamente, entendi que precisávamos de "dinheiro" para melhorar as coisas. Para termos dinheiro, precisávamos de registrados. Para conseguir registrados, precisava enganar as pessoas. Ou seja, como eu poderia vender um produto que não serve para nada? O preço da anuidade aqui no NE, acho que é igual para todo Brasil, é impossível de se praticar. Não há possibilidade de praticar um valor próximo aos R$300,00, sendo este mais caro do que os conselhos de medicina, enfermagem, fisioterapia, odontologia, etc. etc; profissões que oferecem mercado e uma condição salarial bem melhor. Peço ajuda dos amigos RPs de todo Brasil, para que possamos definitivamente resolver os problemas causados pelos próprios profissionais. Por favor, peço que promovam esse debate e me informem um e-mail, ou e-mails que eu possa ficar usando para contato. Precisamos fazer uma grande mobilização no Brasil para ajudar as Relações Públicas do NE e sobretudo de Pernambuco. Obrigado. Firmo Neto, Relações Públicas, Conrerp/5ª, 1.527.

Entendo a situação relatada e posso compreender o drama da dificuldade de pagar a anuidade de um conselho, especialmente, nas condições que você descreve. Não posso avaliar a situação atual do NE ou do Recife porque não a conheço, mas sei que há diferenças regionais importantes que poderiam ser levadas em conta. Entendo também que nossa categoria vive, como um todo, esse momento de dificuldades e, certamente, o Conferp sabe disso. Uma campanha de conscientização e mobilização é sempre importante e pode trazer resultados positivos, sem dúvida. Entretanto, é recomendável, antes de você se desligar do Conrerp, provocar um diálogo direto do Conrerp 5ª Região com o Conferp. Não tenho dúvidas de que eles serão sensíveis a esse diálogo. Você poderá também conversar com os demais Conrerps e verificar quais estão com as mesmas dificuldades e propor uma união para tratar desse assunto. Isto porque, a questão da anuidade só pode ser resolvida entre os representantes legais do próprio Sistema Conferp, isto é, pelo Conferp e os Conrerps. Na tentativa de ajudá-lo, vou encaminhar sua questão ao Conferp e Conrerps, solicitando que tratem do assunto e conversem com o Conrerp 5ª Região diretamente. Você como Profissional de Relações Púbicas sabe que devemos administrar conflitos para encontrar soluções comuns e boas para ambas as partes. Eu espero, sinceramente, que essa questão encontre no diálogo uma solução que seja boa para os profissionais de Recife. Fico à disposição para qualquer outro esclarecimento. Um abraço.

Perguntado em: 06/01/2009 por Firmo Neto

Por gentileza, gostaria de presentear uma pessoa que cursa o 2° ano de Relações Públicas com um livro, mas não tenho idéia de qual, poderia indicar algum? Muito obrigada. Jacinta

Agradeço pela consulta. Vou recomendar dois livros importantes. Um mais antigo e outro mais recente.

 

Tudo o que seus gurus não lhe contaram sobre Comunicação Empresarial
Autor: Roger Cahen  -  Editora: Best Seller - 1990 - 6ª Edição Revisada e Ampliada

Cultura e Comunicação Organizacional - um olhar estratégico sobre a organização
Autor: Marlene Marchiori  -  Editora: Difusão - 2006 - 1ª edição

São dois autores brasileiros de excelente nível e qualidade.
Qualquer um dos dois que você escolher valerá a pena. Fico à disposição para qualquer outro esclarecimento.

Um abraço

Perguntado em: 19/12/2008 por Jacinta de Fátima Gonçalves Basílio

Sou uma estudante recém-formada no 3º ano de Ensino Médio, passei todo o ano pressionada pela cobrança familiar sobre a decisão que deveria tomar em relação ao rumo de minha vida profissional. Sempre externei muita dúvida e medo de não conseguir nada que os façam orgulhosos. Ao longo do tempo fui reconhecendo minhas características e ví que devia fazer algo na área de comunicação, por fim, decidi por Jornalismo, mas ainda com aquela opinião de que nada tivesse realmente encaixado no meu perfil, procurei saber mais sobre Relações Públicas e acabei me apaixonando por esse ramo da comunicação, embora esteja muito empolgada com idéia de que é isso que quero pro resto da minha vida, tenho algumas dúvidas. Qual a relação entre Relações Públicas e Relações Internacionais? Seria correto afirmar que o RP é um Diplomata? Esse setor possui campo considerável de oportunidades à pessoas sem experiência? Quais são os prós e os contras dessa profissão? Existem algum relações-públicas que sirva como uma espécie de exemplo para os universitários e iniciantes? Se houver a paciência de ler e me ajudar, agradeço muito, estará me ajudando como ninguém.

Você relata uma situação bastante comum entre os jovens de sua idade e, em especial, entre os que desejam estudar Relações Públicas. Praticamente todos os jovens que tem esse tipo de interesse ficam inseguros porque não sabem como será o futuro nessa área. Sempre foi assim. É normal que você se sinta insegura, mas posso lhe garantir que o mais importante dessa decisão você já viveu, a descoberta e a paixão pela área. Você descobrirá mais tarde que a paixão é um fator comum entre os Profissionais de Relações Públicas e a razão de sua própria sobrevivência. Bem, vamos ver se posso ajudá-la a ficar mais segura. Relações Públicas é uma atividade em franco crescimento no mercado e cada vez mais as empresas estão investindo nessa área. Do ponto de vista de carreira e trabalho existem prós e contras, como em qualquer outra profissão. Por isso, não há o que temer. O reconhecimento da atividade e as oportunidades de trabalho estão garantidos. Existem inúmeros profissionais que podem ser considerados exemplos. Se você quiser pode acessar o site do Conferp – www.conferp.org.br – ou dos Conrerps (que são os conselhos regionais). O endereço dos sites dos Conrerps você encontrará no próprio site do Conferp. Visite também os portais do www.mundorp.com.br e www.horizonterp.com.br, que traz inclusive dicas para futuros relações públicas.

Quanto a sua questão entre RP e RI como diplomacia, posso dizer que não são a mesma coisa. A carreira diplomática segue seu rumo com natureza própria, diferente de RP, embora RP tenha características e fundamentos que ajudam imensamente na formação e condução dessa atividade. Para ser Relações Internacionais ou Diplomata você não precisa ser necessariamente um relações-públicas, mas se você for um Profissional de Relações Públicas certamente terá diferenciais importantes para exercer sua profissão.

Espero sinceramente que você siga a área que melhor se adaptar e, se você escolher Relações Públicas, terá escolhido uma grande e promissora profissão. Desejo boa sorte e muito sucesso. 

 

Perguntado em: 05/12/2008 por Thaís Mendes

Olá! Primeiramente parabéns pelo site! Talvez não seja esse o e-mail apropriado para a minha pergunta, mas como não encontrei outro, gostaria de saber onde acontecem os cursos. Obrigada, Viviane Mendonça.

Os cursos PróImagem são abertos ao público, por adesão, realizados em locais pré-determinados (hotéis, espaços destinados a esse fim e em parceria com entidades) e também “in company” para treinamento de grupos de executivos e preparação de profissionais de comunicação, gerentes, lideranças e funcionários, a fim de atuarem de maneira apropriada ou adquirirem conhecimento e técnicas de áreas específicas da comunicação.

Estamos finalizando o planejamento de cursos para o próximo ano. Assim que a programação for terminada faremos a divulgação ao mercado e você será comunicada diretamente pela PróImagem.

Agradecemos pela atenção e ficamos à disposição para qualquer outro esclarecimento.

Perguntado em: 02/12/2008 por Viviane Mendonça Rodrigues

Prezado Flávio, No ano passado realizei um concurso público (no Rio de Janeiro, cidade que moro), mas infelizmente até agora não fui convocada. Fui a 21ª colocada no concurso para a Eletrobras e optei por concorrer as vagas "Comunicação Social - RP com experiência" pois tenho muitos anos de experiência na área de Marketing (Eventos e outras). Gostaria de fazer uma pergunta e creio que será um tanto quanto dificil de vc responder, mas de qq jeito vai lá. O que o Sindicato, Conselhos (Federal ou Estadual) podem fazer para forçar as empresas que fazem concursos públicos a chamar os profissionais que prestam concurso, são aprovados e ficam na lista de espera aguardando serem convocados ? Há algo que se possa fazer? Como lhe disse, me encontro nesta situação. Aguardo seu contato. Mais uma vez parabéns por sua iniciativa e desejo muito sucesso. Abraços Patricia

Quando uma empresa pública ou órgão oficial abre um programa de concurso, em geral, também determina prazo para a chamada dos aprovados ou, pelo menos, indica um tempo mínimo para isso acontecer. A primeira coisa a fazer é voltar a ler o edital de abertura do concurso para saber se há nele algum tipo de prazo determinado para a chamada dos aprovados. Se houver um prazo e este já tiver decorrido, então, você deverá agir com base nesse critério, cobrando diretamente a empresa.

Como se trata de uma questão interna administrativa, na minha opinião, nem o sindicato nem os conselhos podem fazer nada diretamente. Os conselhos são autarquias fiscalizadoras do exercício profissional e não teriam poder para ingerir nesse nível de situação administrativa. O sindicato - em nome da defesa dos profissionais de sua categoria - talvez pudesse se aproximar da empresa ou órgão para tomar conhecimento do processo e sua conclusão, mas não poderia exigir uma solução imediata. Nesse nível de consulta, a ação pode ser realizada por qualquer entidade interessada e nesse caso, até mesmo você pode fazer isso.

De qualquer modo, recomendo procurar o sindicato da categoria e discutir esse assunto diretamente com eles. Talvez tenham algum outro mecanismo que possa ajudá-la. Desejo a você boa sorte e agradeço pela atenção da mensagem. Fico à disposição para qualquer outro esclarecimento que for necessário. 
 

Perguntado em: 01/12/2008 por Patricia Mediano de Menezes Mourao

Fala-se muito em gerenciamentode crise, porém, não nos ensinam a planejá-lo. Gostaria de saber como são definidas as ameaças e como são construidos os planos de ação de contenção.

A disciplina de Administração de Crises é mesmo pouco elaborada nas grades das universidades. Existem muitos professores que se dedicam ao estudo mais aprofundado nessa matéria, entretanto, em geral, apresentam o conteúdo teórico e sua importância para as empresas. Conheço alguns professores que trabalham com “cases” conhecidos publicamente, mas a interpretação vai pouco além dos aspectos básicos de gerenciamento de crise.

Na prática, as coisas são muito diferentes. As empresas não estão preocupadas com a teoria da administração de crise, mas sim com os procedimentos que gerenciam uma crise quando ela se apresenta na realidade da empresa. Empresas e agências se prepararam para atuar no gerenciamento da crise e entendem que precisam atuar de forma eficiente quando elas aparecerem – e se confortam achando que isso é suficiente.

Fala-se muito no mercado de prevenção de crises, mas tanto empresas quanto agências, acreditam que o processo de prevenção é o de estar preparadas para enfrentar a crise de modo rápido quando ela chegar e controlá-la de maneira eficiente. Isso é importante, sem dúvida, mas, no mínimo, a nomenclatura dessa atividade está errada. Prevenir quer dizer “evitar” e o processo implantado por elas é o de “saber controlar”. Aí está o equívoco. Saber controlar não elimina o impacto na imagem da empresa, nem os prejuízos financeiros decorrentes dela.

O processo correto de “Prevenir” é o de “Evitar” a ocorrência da crise. Quer dizer, trabalhar no sentido de identificar e eliminar o indício de uma crise, no seu início, agindo de forma antecipada e correta para que ela não ocorra. Daí você não tem impacto nenhum na imagem da empresa e nenhum prejuízo financeiro. Mas isso é para poucas empresas e muito poucas agências. Vamos falar sobre isso depois.

Não daria para explicar aqui, nesse espaço tão pequeno, como são definidas as ameaças, nem mesmo como são construídos os planos de ação. Pretendo preparar textos mais elaborados sobre isso e colocá-los em artigos nesse portal e, logo mais, estaremos inaugurando o programa de cursos, no qual esse tema já está incluído. Aguarde por favor.
 

Perguntado em: 25/11/2008 por Denise Lana


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