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DO PONTO DE VISTA DE RP

O mar não está para golfinho, está para tubarão.
Postado em: 18/09/2009 por Flávio Schmidt
DO PONTO DE VISTA DE RP

Tive a honra de participar de um dos mais singelos painéis da 32 Semana da Comunicação da FAAP, cujo tema foi “o novo perfil do Profissional de Relações Públicas”.

Não sei se dentre os diversos temas do programa houve um mais complexo e profundo que esse, já que tudo orbitou na esfera do relacionamento tecnológico, da razão, da função e do fluxo da informação. Neste tema, quis dar a razão da emoção, do valor do sentimento, do comportamento e do comprometimento que o aluno / profissional deve ter e assumir para si em relação a sua responsabilidade com a profissão de relações públicas.

Quanta coisa pode ser falada nesse sentido, num tema como esse!

Em primeiro lugar, falar da inversão da relação do profissional com o mercado. Do modo como ele deve encarar essa relação. Segundo a BPI – Business & People Integration, “o sucesso de uma carreira é decorrente da perfeita integração entre as necessidades do mercado e as competências e habilidades do profissional. Há, no entanto, uma maior possibilidade de êxito quando essa relação se dá no contexto das preferências pessoais e de comportamento”.

Não é adaptar-se ao que o mercado espera de você, mas identificar no mercado, os lugares, os nichos e as organizações que precisam e estão buscando exatamente o que você tem para oferecer. Identificar e encontrar quem está em busca de seus diferenciais e apresentá-los.

Você precisa identificar suas habilidades e potencialidades e procurar as empresas que precisam exatamente delas.

Mas não basta somente isso. É necessário que você esteja consciente de seus diferenciais e potencialidades e os assuma como características pessoais, manifestando-os em todos os seus relacionamentos profissionais. Estou falando de uma postura profissional abandonada há muito tempo pelo Profissional de Relações Públicas: a de se esconder como profissional e de assumir papel diferente no mercado.

Esse profissional questiona muito a falta de reconhecimento no mercado, mas não age adequadamente para mudar essa condição. E, por isso, alimenta um círculo vicioso que nunca vai acabar. Para mudar essa condição, entretanto, existem algumas posturas que precisam ser mudadas. O profissional precisa assumir que é um profissional de Relações Públicas, precisa praticar atitudes condizentes com essa postura, agir e produzir resultados a partir dos princípios e fundamentos que regem a atividade e a profissão.

Sei que não existem fórmulas para o sucesso profissional, mas seguir algumas regras básicas é condição sine qua non para isso. Minha contribuição está colocada no artigo publicado nesse site, que apresenta o princípio da Arte, Conceito e Estilo.

Recomendo que você leia e reflita sobre seu conteúdo e espero sinceramente que o ajude a encontrar o sucesso desejado e a felicidade que todos nós procuramos. Se você fizer isso, estará ajudando a mudar a condição do Profissional de Relações Públicas no mercado.

Boa leitura.



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O que é melhor: Prevenir ou Remediar
Postado em: 28/06/2009 por Flávio Schmidt
DO PONTO DE VISTA DE RP

Quando nosso presidente falou que o Brasil foi o último a entrar na crise e será o primeiro a sair, certamente ele estava falando, mais uma vez, em metáfora. Isso porque estamos exatamente agora no olho do furacão da crise e ninguém sabe como o país, a economia, as empresas e a população vão sair dela, ainda que venha a ser, quem sabe, a primeira das nações a sair da crise.

E não é só na economia de mercado que estamos em crise, nós já fazemos parte da estatística da pandemia da gripe suína. Já contabilizamos mais de 500 casos de contágio e agora já registramos a primeira morte causada por ela. Seja como for, temos que louvar as autoridades públicas de saúde brasileiras, que vêm demonstrando completa e total responsabilidade com atitudes corretas e seguras e, em especial, quanto ao modo e nível de informação que passa para a população.

Como profissionais de comunicação, não temos instrumentos técnicos para resolver a crise econômica e nem podemos evitar que a gripe suína alcance as pessoas de nossas empresas, nossos clientes, pois tratam-se de dois problemas ligados à economia global e à saúde pública, das autoridades econômicas e de vigilância sanitária.

Somos responsáveis como facilitadores na comunicação dirigida para reforçar as informações transmitidas pelas autoridades e tornar as pessoas mais bem informadas e conscientes dos riscos e cuidados que devem tomar. Entretanto, a comunicação corporativa não é simplesmente ponte de ligação entre a empresa e seus públicos. Como muitos afirmam que ela deve estar alinhada à estratégia da empresa, então devemos atuar nesse nível e pensar como devemos fazer para garantir a continuidade de seus negócios.

O melhor é atuar na antecipação e prevenção de crises e se tornar um elemento chave envolvido nas áreas de negócios como produção, marketing e vendas, de saúde, médica, de segurança, de qualidade, de recursos humanos e de planejamento estratégico. Fazer parte desses departamentos utilizando suas informações e traçando planos de acordo com as definições de cada área.

O profissional tem de avaliar cuidadosamente quais são as ameaças, os riscos e os possíveis cenários sob o ponto de vista dessas áreas internas de negócios. Ele deve classificar essas ameaças e riscos de acordo com sua natureza, desenhar os cenários possíveis, criar planos específicos e certificar-se de que a empresa está salvaguardada. Os planos deverão conter as orientações para cada uma dessas áreas identificarem os seus riscos potenciais e atuarem antecipadamente na sua solução, bem antes que se transformem em fatos e impactem a estrutura da empresa e seus negócios.

O objetivo maior da comunicação corporativa é oferecer recursos para transmitir visão de antecipação e ação e gerar confiança aos seus executivos, funcionários e grupos de relacionamento e não simplesmente informar ou educar sobre o que está acontecendo.

Prevenir uma crise evita os efeitos danosos na imagem da empresa e os custos decorrentes dela. Com isso, a empresa vive longos momentos de segurança, harmonia e tranqüilidade, sem prejuízos.

Prevenir é melhor do que Remediar. Antecipar é Preciso.



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A Idiossincrasia da Comunicação
Postado em: 14/06/2009 por Flávio Schmidt
DO PONTO DE VISTA DE RP

Todos os que acompanham o universoRP sabem que sempre fui contrário a essa idéia de que tanto a crise financeira mundial quanto a crise da gripe suína iriam impactar realmente a vida das pessoas. Sempre afirmei que o impacto seria muito mais pelas medidas de precaução tomadas pelas empresas e governos do que por conseqüência direta da crise.

A meu ver isso aconteceu, só não podia imaginar qual seria a intensidade da crise provocada por esse comportamento e nem desejava fazer isso.

Durante as últimas semanas observei atentamente a evolução da crise e seu noticiário. Por exemplo, a crise financeira mundial está fazendo mais estrago no mercado agora do que durante o seu agitado movimento inicial. No início, mesmo sem a crise estar instalada, o noticiário bombardeava a mente de todos. Hoje, sabemos que o impacto está sendo desastroso, o que é lamentável, pois vivemos uma crise sem precedentes causada por razões sem precedentes.

É interessante lembrar como ficamos todos perplexos, no início da crise suína, com o anúncio dos primeiros casos, a possibilidade de propagação do vírus e o risco de uma pandemia. O México registrava 6 casos confirmados, os Estados Unidos quatro e o Brasil nenhum. Enquanto a notícia se espalhava surgiam casos isolados em alguns outros países e o alarde aumentava geometricamente. A mídia explorou o comportamento das pessoas e o que elas deveriam fazer para evitar a contaminação.

Tanto num caso quanto noutro, naquele período havia muito alarde, muita suspeita e muita expectativa. Agora não há mais alarde e as  suspeitas deram lugar a uma realidade muito mais dura do que o noticiário alardeava no começo.

Hoje a situação da crise no mercado é mais contundente causando prejuízos quase irreparáveis para as empresas. A gripe suína evoluiu negativamente chegando a números elevados e à incontestável conclusão de que a pandemia está instalada.

No total, já são quase 30 mil casos confirmados e mais de 150 mortes causadas pelo H1N1. Somente no Brasil existem 58 casos confirmados. Nos Estados Unidos 13.217, no México 6.241, no Canadá 2.978, no Chile 1.694, na Argentina 343, no Reúno Unido 822, no Japão 550, na Espanha 488, na China 188, na Alemanha 95, na França 73 e na Itália 56.

Mais interessante ainda, é observar que, apesar de todos esses números, agora não há mais nenhum debate, o noticiário passou a registrar números e dados meramente informativos e seguidamente é transmita a informação de que a situação no Brasil está sob controle e que a população deve ficar tranqüila.

Que seja assim, mas não dá para entender porque a idiossincrasia da comunicação atua de forma inversa diante da evolução da realidade.

Perguntei para alguns profissionais influentes porque isso ocorre e a resposta foi de que se trata da natureza da informação. O que gera e alimenta a informação são seus elementos estimulantes e quando eles se transferem para outros assuntos como a queda do avião da Air France, por exemplo, o interesse se move com eles.

Do ponto de vista de Relações Públicas, você acha que isso está correto? Os comunicadores não deveriam usar a informação para propósitos mais utilitários, a fim de construírem condições de vida melhores a todos, para o bem comum? Não seria agora o momento de avaliar o que está acontecendo, já que temos histórico de causas e resultados e orientar correta e positivamente a população, os grupos de interesse e os públicos das organizações?

Você que é um profissional de comunicação, o que acha que poderia fazer para mudar essa situação?



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Crise Mellitus
Postado em: 07/05/2009 por Flávio Schmidt
DO PONTO DE VISTA DE RP

Outro dia encontrei um amigo que há tempos não via. Ele me parecia abatido e debilitado. Perguntei o que estava acontecendo e lamentei o fato de a crise estar atormentando todo mundo. Ele me respondeu apático: foi uma crise de diabetes.

Dias incríveis esses que estamos vivendo e que nenhum profissional de comunicação poderia imaginar. Há muito tempo, acho que sempre, fala-se da subjetividade da comunicação e como ela não pode ser mensurada. Há poucos meses, a mensuração de resultados na comunicação era questão determinante para a aprovação de qualquer projeto apresentado. Discutia-se a mensuração como fator chave de sucesso. Agora, diante da situação que estamos vivendo esse tema não é mais tão importante, está esquecido por enquanto.

A crise envolveu o espírito de todos e cobriu as expectativas com um manto sereno sobre os rostos dos profissionais de comunicação, que agora se mantêm na expectativa do que vai acontecer. Estão todos perplexos diante do inusitado da situação.

Se não era possível mensurar os resultados de Relações Públicas diante de situações concretas, como mensurar agora diante da subjetividade dos fatos e acontecimentos? Medir o resultado da própria subjetividade já é demais para nós.

Vocês já perceberam que a subjetividade da Crise se confunde com a subjetividade da Diabetes Mellitus.

A crise atual é misteriosa e invisível com sintomas sutis. Ela pode já estar instalada, mas você não a vê. Sabe que tem que acompanhá-la diariamente e cuidar dela diuturnamente para controlá-la. Se você ficar sedentário em seu trabalho a crise tende a aumentar, mas se você reagir e se movimentar assumirá o controle e seu problema diminuirá. A crise é psicológica, assusta só de saber que existe e que pode se instalar em você. Ela é um mal externo, porque sempre ouvimos falar dela, de como ela age e como já alcançou a todos. Esperamos que nunca nos alcance e muito menos acreditamos que já nos pegou. Ela é física e invisível, porque mina sua resistência, debilitando você até sua falência, muitas vezes mesmo sem você perceber.

Lembro a todo instante do meu amigo que vive às voltas com a Diabetes Mellitus. No início, diante de suas preocupações, sabia exatamente do que ele estava se precavendo e me assustava só de imaginar que poderia, também, contrair essa doença terrível. Hoje, a situação mudou bastante, quando vejo meu amigo transtornado preciso perguntar se ele está preocupado com a Diabetes ou com a Crise, porque as reações são as mesmas.

Para minha surpresa, as respostas agora são diferentes, são sempre de que ele está atribulado por causa da crise. Pior para mim, que agora fico preocupado se as minhas reações por causa da crise não seriam sintomas da Diabetes Mellitus, que posso ter desenvolvido por causa da crise.

Para complicar a situação, estamos vivendo uma outra crise invisível. O medo do ataque do Influenza. Mas essa é outra história que vamos discutir mais adiante.

O negócio agora é se precaver do ataque de glicemia e fazer a manutenção dos sintomas da crise. Para cuidar dos males da Diabetes Mellitus eu conheço um excelente doutor, se quiser posso recomendar.



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Um pouco mais sobre o grupo universoRP
Postado em: 21/04/2009 por Flávio Schmidt
DO PONTO DE VISTA DE RP

Gostaria de aproveitar a oportunidade para falar um pouco mais sobre a criação do universoRP.grupo e sua finalidade.

Na verdade, os integrantes desse grupo e outros profissionais de larga experiência já conversavam entre si informalmente e trocavam informações preciosas há muito tempo. Desde antes de nossas presenças efetivas em Conselhos e Entidades, durante e depois delas. A diferença é que agora esse grupo resolveu se unir formalmente e ter um foco de atuação.

Certamente, cada um já contribuiu muito para o reconhecimento da atividade, com o seu trabalho e dedicação exclusiva à própria profissão, mas agora, com essa nobre decisão, todos desejam, aproveitando a experiência acumulada, oferecer uma contribuição de maior qualidade.

Para isso, deseja iniciar um processo de análise do contexto atual e refletir sobre como a atividade de Relações Públicas pode contribuir para a harmonia dos relacionamentos empresariais e a construção de uma efetiva imagem corporativa e sua reputação.

Além disso, acreditamos que uma das formas eficientes de promover a atividade é mostrar a qualidade do trabalho realizado pelos próprios profissionais. Por isso, além dos encontros mensais, do debate de questões atuais e apresentação de sugestões pelo grupo, o universoRP.net vem desenvolvendo, como um dos seus principais focos, a série de apresentações e cases de sucesso de profissionais do mercado.

Desejamos que esse grupo cresça e aumente sua contribuição cada vez mais. Se você tem uma contribuição para dar, participe, traga suas idéias e sugestões. Basta enviar suas referências para o universorp@universorp.net.

Já que estamos falando em contribuição, veja, abaixo, os primeiros resultados da iniciativa de Elaine Lina com seu excelente trabalho na Coordenadoria de Relações Públicas da CDSI, da OAB.


Os frutos da inovação e da competência

O belíssimo trabalho desenvolvido por Elaine Lina, na coordenadoria de Relações Públicas da Comissão de Direito na Sociedade da Informação da OAB – SP já está sendo reconhecido pelos seus próprios integrantes e, melhor que tudo, foi indicado para compor comissões de outras instituições semelhantes na área do direito. Veja a mensagem enviada por Elaine Lina:

“Amigos, compartilho com vocês a repercussão do case da Comissão da OAB no boletim Migalhas de hoje. Veja em http://www.migalhas.com.br:80/mostra_noticia_articuladas.aspx?cod=81888. Também gostaria de informar que o assunto foi discutido na última reunião ordinária da Comissão, na sede da OAB, e foi, inclusive, indicado para criação de grupo semelhante (coordenadoria de RP) no IASP (Instituto dos Advogados de São Paulo)”.

Além dessas boas notícias, Elaine recebeu também muitas mensagens de apoio, entre elas de profissionais que atuam como Relações Públicas em instituições e empresas do Direito que se prontificaram iniciar um processo de discussão para aprofundar o assunto em outros níveis e Estados brasileiros.

“uma das mensagens é de uma profissional que foi do TJMT e tem grande interesse na convergência entre RP e Direito. É uma estudiosa do assunto e já estamos trocando figurinhas para aprofundar o tema. Ela deve se tornar uma colaboradora da Comissão, ainda que à distância”.

Desejamos que o trabalho de Elaine Lina, que está apenas começando, alcance muito mais sucesso e crie a consciência de que o Direito pode ser aperfeiçoado com a inclusão dos princípios de Relações Públicas em sua prática. E que sirva de exemplo a todos os profissionais que desejam desenvolver suas atividades ou especialidades na área de Relações Públicas, já que são inúmeras.

Um abraço



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Quem sai na chuva tem que se molhar
Postado em: 08/02/2009 por Flávio Schmidt
DO PONTO DE VISTA DE RP

Nesses últimos dias tem chovido bastante, toda tarde, alagando alguns pontos da cidade e proibindo a maioria de circular ou voltar para casa de forma segura. Muitos ficam horas olhando pela janela esperando a chuva passar. Outros se arriscam e molham os pés correndo em ziguezague até chegar ao seu destino. Um guarda-chuva ajuda, mas continuamos com os pés molhados.

Os profissionais de comunicação estão vivendo uma situação parecida. Essa crise é como a chuva que cai lá fora e nos faz ficar olhando pela janela e quando nos arriscamos sentimos o frio dos pés molhados.

Seja pela chuva ou pela crise, vamos levando a vida de acordo com a previsão anunciada pela mídia e pela mulher do tempo. Eu sei que você tem enxugado seus pés e trocado de sapatos, mas eles molham novamente no dia seguinte, fazer o quê.

Para superar essa situação você tem algumas alternativas:

- colocar galochas, mas esse recurso é paliativo. Explico: receber ordens, cortar custos, pressionar fornecedores e assessores, discutir com seus colegas as dificuldades da crise.

- mandar construir uma grande área coberta para proteger todos os envolvidos com sua empresa. Conseguir mídia positiva diariamente, ter notícias e referências favoráveis ou ficar invisível por um período e, portanto, imune por um tempo. Essa pode ser uma alternativa interessante, que deve ser buscada, mas você não tem controle efetivo sobre esses resultados e não sabe exatamente o quanto isso é uma solução para você.

- substituir a mulher do tempo e exercitar sua capacidade de análise e interpretação. Fazer uma avaliação mais acurada da situação considerando você e sua empresa, a posição nesse contexto e as reais possibilidades de superação. Reunir as informações corretas, fazer um julgamento mais apropriado e assumir uma nova postura, consciente, consistente e reveladora.

- fazer planejamento para temporais, chuvas pesadas e garoas. Não esquecer que depois da tempestade vem a bonança. O programa de prevenção e administração de crises não pode ser acionado somente quando houver uma catástrofe. Quando cair o telhado da Igreja Renascer ou o avião Bandeirante da Manaus Aerotáxi. Você tem que atuar preventivamente diante de todas as circunstâncias. Você tem que estar preparado já no período da trovoada, quando as nuvens escuras começam a aparecer e não ficar com atitudes paliativas depois que o temporal já destruiu parte de suas instalações. Prevenção é isso. Não confunda prevenção com “estar preparado para quando a crise chegar”. Prevenir quer dizer: “antecipar o risco e atuar efetivamente para não deixar que a crise ocorra”. Corrija a situação no seu início. No momento em que o indício for identificado.

- apresente seus recursos antipluviais agora. Reúna a direção da empresa, apresente suas premissas e planos e mostre a eles que novas posturas precisam ser adotadas. Comece trocando as galochas de seus executivos, mas faça-os ver que você tem caminhos mais seguros e que podem trilhar por eles. Como responsável pela comunicação corporativa da empresa você é responsável pela conduta dos seus dirigentes. Faça-os ouví-lo.

Não importa em que posição você está, se você faz parte da equipe de comunicação corporativa tem a premissa e a atribuição (responsabilidade) de pensar assim. E a melhor maneira de praticar essa responsabilidade é fazer avaliação, diagnosticar e propor atitudes preventivas.

Agora, se você não pensa assim e como a crise já está instalada, então você pode escolher entre ficar olhando pela janela ou arriscar uma corrida de galochas.



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Abaixo a Síndrome da Passividade
Postado em: 02/02/2009 por Flávio Schmidt
DO PONTO DE VISTA DE RP

Nesses últimos dias, fazendo a leitura do noticiário geral sobre a crise e o comportamento das empresas, fiquei observando como todos estão reagindo diante dessa situação.

As empresas mandaram reduzir custos, interromper projetos e fazer os cortes necessários para sua sobrevivência. Orientaram todos a assumirem atitudes de precaução e solicitaram que permaneçam em estado de alerta. O turbilhão passou, passaram as férias e todos praticamente retomaram a suas atividades normais. Entretanto, dá para perceber um clima geral de apatia.

Você não foi atingido diretamente por esse mal, mas ele envolve sua sensibilidade e humor. Você sabe que tem que continuar, mas aquela sensação de impotência tira sua disposição e entusiasmo. O que está acontecendo com você?

Estão todos praticando a contemplação do mercado. Estão vivendo a síndrome da passividade à espera do que irá acontecer. Por quanto tempo a contemplação será sustentável? Por quanto tempo esse estado de passividade permanecerá? Assim como o mercado impôs essa situação de crise, ele também irá impor a retomada da situação normal dos negócios. Uma crise não perdura.

O último noticiário sobre a expectativa de crescimento dos países para esse ano aponta que os países desenvolvidos permanecerão nos mesmos níveis atuais, mas que os países emergentes, entre eles o Brasil, crescerão de 2 a 3%. É uma expectativa, mas o país pode trabalhar para crescer mais e superar os 3 ou 4%.

Afinal, expectativa por expectativa, porque não apostar na expectativa positiva do crescimento?

Se este conceito for disseminado, as empresas se conscientizarão mais rapidamente e começarão a corrida para a ação de forma antecipada. A responsabilidade desse movimento positivo é da Comunicação Corporativa. Se os profissionais de comunicação assumirem esse papel, sairão na frente.

Independente da nuvem cinzenta da crise, as empresas estão cheias de resultados operacionais positivos e o começo do ano é o melhor momento para demonstrar isso e marcar posições relevantes no mercado.

Basta criarem campanhas positivas de informação, fazendo demonstração de resultados e dos planos de metas e crescimento para 2009.

As empresas que fizerem isso agora serão as líderes do movimento e lembradas por serem ativas e ágeis contra a passividade.

Abaixo a passividade. Aposte na expectativa positiva. Confie em você.



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De volta ao futuro
Postado em: 25/01/2009 por Flávio Schmidt
DO PONTO DE VISTA DE RP

Depois de um longo período brilhante, ensolarado e sem nenhuma disciplina, mas com certeza, revigorante, estamos de volta para mais um ano de trabalho e conquistas.

Não há dúvidas de que teremos muito trabalho e desafios pela frente e o primeiro deles será o de não esquecer as esperanças, as promessas de mudanças e de novas atitudes que fizemos durante a passagem do ano.

Não podemos deixar que o ritmo acelerado de nossa atividade, causadas pelas imposições do mercado e pelas exacerbadas precauções de nossas empresas, tome conta do bom senso e da ponderação de que nossa atividade precisa ser desenvolvida para fazer acontecer sua finalidade maior que é harmonizar as expectativas e satisfazer os interesses conflitantes e seu propósito único de construir imagem positiva de nossa organização.

Para transformar nossas promessas em realidade teremos apenas de não esquecê-las e estar com elas presentes em nossa mente em cada fase do processo diário. Já, para não se deixar envolver pela forte correnteza em direção ao turbilhão e o descontrole - como ocorreu no final do ano passado - será preciso manter a calma e a continuada percepção do que realmente está acontecendo e, principalmente, trabalhar de modo planejado, com objetivos claros e processos contínuos de trabalho.

Se você for capaz de fazer isso, consciente e concretamente, será capaz de realizar suas atividades com sucesso e cumprir suas promessas de final de ano.

Lembre-se, todos os “issues” futuros serão momentos de oportunidade de criação e desenvolvimento de novas e importantes ações. Que as dificuldades de 2009 ensine a todos nós a trabalhar de forma planejada, planificada e continua em direção ao sucesso profissional.

De nossa parte, como prometido, estamos retomando a série de entrevistas e artigos com o tema Relações Públicas: mais que uma profissão, um amálgama de tantas outras atividades.

Quais profissões são beneficiadas pela concepção de Relações Públicas e como elas podem usufruir disso para alcançar resultados melhores de suas atividades.

Um abraço



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Dicas e Recomendações para a Comunicação Corporativa superar a crise.
Postado em: 09/12/2008 por Flávio Schmidt
DO PONTO DE VISTA DE RP

A comunicação corporativa é importante em qualquer momento da vida da empresa, porque representa o processo de relacionamento dela com seus públicos de interesse e o seu nível de qualidade. E todos sabem que uma empresa, nos tempos atuais, não pode prescindir dessa boa comunicação.

Porém, em tempos de crise como este que estamos vivendo – ainda que a crise seja perceptiva e, principalmente por causa disso – a comunicação corporativa deve ser conduzida de forma mais orientada, a fim de neutralizar os seus efeitos na vida da empresa e em sua imagem corporativa.

Não existe uma fórmula pronta para a ação do comunicador, porque as empresas são distintas e as circunstâncias que as cercam são sempre peculiares. Mas assim como existem as normas de conduta humana de princípios éticos e morais, existem também fundamentos básicos de comunicação corporativa que toda empresa organizada deve adotar.

Por isso, depois de analisar a crise sob aspectos diferentes do que a visão comum do mercado vem fazendo, vamos agora falar um pouco sobre o que a comunicação corporativa pode fazer para ajudar a empresa a se manter protegida da crise. Esse conteúdo está apresentado no artigo Dicas e Recomendações para a Comunicação Corporativa superar a crise.

Esse artigo trás alguns dos fundamentos da CC, que não podem deixar de ser observados. Ainda que você não os aplique integralmente, avalie quais deles você já desenvolve e aproveite os demais que forem úteis para você nesse momento. Entretanto, mais importante que tudo é fazer uma reflexão sobre as circunstâncias de sua empresa e como você poderá utilizar essas recomendações no seu dia-a-dia. Mas não deixe de fazer isso imediatamente.

Espero que as recomendações de ações sejam úteis e que você possa ser bem sucedido diante da atual situação. E mais uma vez, não posso deixar de alertar. Lembre-se, a crise pode estar em todos os lugares, menos em sua cabeça.

Boa leitura e sucesso no seu trabalho.



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E a crise continua, firme e forte. Onde?
Postado em: 27/11/2008 por Flávio Schmidt
DO PONTO DE VISTA DE RP

Nesses últimos dias, consultei mais de uma dezena de executivos de empresas dos setores de alimentos, bebidas, pneumáticos, mineração, construção civil e de varejo. A todos eles fiz as mesmas perguntas sobre a crise: se ela já chegou, como chegou e quais medidas estão tomando.

Praticamente todos afirmaram que a crise chegou com as determinações superiores de tomarem medidas preventivas, a fim de contornar a crise futura, pois o ano que vem será de grande restrição. Perguntados sobre quais foram os impactos diretos já causados pela crise, disseram que ainda não sofreram impactos concretos, mas que eles ocorrerão no ano que vem. Em relação às suas operações, todos também afirmaram que está normal e que, na prática, o mercado continua funcionando do mesmo jeito.

Então, como podem afirmar que estão vivendo uma crise? Simples, a crise está na pressão interna comandada pelo board da empresa que determina a tomada de medidas restritivas imediatas.

A crise é perceptiva e suas conseqüências ocorrerão a partir das próprias medidas preventivas adotadas e, como essas conseqüências terão seus efeitos no ano que vem, a perspectiva da crise se confirmará.

Como disse no texto anterior, essa é uma análise do ponto de vista de Relações Públicas, que precisa avaliar a situação pelo lado de fora, a fim de fazer o julgamento correto e entender o que realmente está acontecendo.

Ela deve servir para orientar o profissional, que, se quiser oferecer sua real contribuição ao processo de proteção corporativa, não deve se deixar envolver pelo movimento da crise. Se você se envolver e fizer parte da crise, perderá sua capacidade de julgamento, precípua e fundamental do assessor e conselheiro da organização. Como pode o profissional de comunicação identificar os cenários que tem diante de si e dar as orientações corretas, se ele próprio estiver com os olhos encobertos pela névoa cinzenta da expectativa da crise.

O profissional de comunicação tem que enxergar através dessa nuvem, olhar o outro lado da crise e extrair dessa análise as oportunidades que a empresa tem de se superar e manter sua posição durante as circunstâncias tumultuosas que terá pela frente.

Faça como a Luiza Trajano, do Magazine Luiza, que declarou ao M&M, que sua estratégia a partir de agora será de investir mais em propaganda e promoção e cumprir sua programação de inaugurar mais 60 lojas no ano que vem. Ou como a Comissão Européia, que pediu aos países membros do bloco europeu, que destinem 200 bilhões de euros para implantar um conjunto de medidas destinado a estimular investimentos na indústria, criar novos empregos e recuperar o consumo na Europa.

Você deve orientar os executivos da empresa e não correr em círculos junto com eles. É você quem deve dizer qual é o melhor e correto posicionamento perante o mercado e seus stakeholders. O mercado está aberto e cheio de oportunidades e a própria crise é uma delas. Só depende de você e de como irá se posicionar e fazer valer sua diferença exclusiva.

A crise pode continuar firme e forte, mas não em sua cabeça.

E isso, apesar da crise, para o bom profissional, deve ser tão simples como o nascer do sol todos os dias.
 



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A crise financeira mundial está aí. O que você vai fazer com ela?
Postado em: 16/11/2008 por Flávio Schmidt
DO PONTO DE VISTA DE RP

Como cidadão e consumidor, qual é sua relação com a crise atual? Você ainda está na expectativa de como ela irá alcançar você ou ela já te alcançou? De que modo?

E como profissional de comunicação? Independente do nível como ela já tenha se manifestado, você já parou para pensar que o ano que vem será mais difícil, recessivo, e que, portanto, terá que tomar medidas de ajustes para não sofrer em demasia?

Como você pode observar, existem maneiras diferentes de compreender, de receber os impactos da crise e de se relacionar com ela.

Na minha opinião e do ponto de vista de Relações Públicas, essa crise precisa ser analisada pelo que ela representa e não pelo que causa efetivamente. Os efeitos da crise podem acontecer antes, somente pela Expectativa em relação a ela. Também poderá acontecer como Reflexo dela e pior, poderá ocorrer pelo seu Impacto Real.

Uma dessas três formas, de algum modo, atingirá a estabilidade da empresa. O profissional atento precisa entender de que modo ela está se manifestando para alertar e orientar corretamente os executivos da empresa a tomar as medidas certas correspondentes.

Por exemplo, quem já ouviu, dentro da empresa, que haverá demissões no ano que vem e que a política de redução de custos vai ser ainda mais rígida? Para essa situação, com quais públicos você precisa se relacionar mais rapidamente? Funcionários, contratados, terceirizados, fornecedores, sindicatos, governo, imprensa?

Quem recebeu ordem da matriz para cortar custos, interromper ou adiar projetos significativos? Aqui você tem uma situação que atinge sua área diretamente. Você já sabe como os clientes estão sendo impactados pela crise e como isso afetará seus negócios? O que você tem para falar a todos esses públicos?

No caso das agências, quem já foi informado pelo cliente que ele não renovará seu contrato para o próximo ano? Mesmo sabendo disso, como você poderá ajudá-lo a enfrentar essa situação?

A crise nem chegou diretamente até você, mas já está sofrendo os efeitos de seu reflexo. O profissional que não entender e compreender o que está acontecendo não poderá ajudar a empresa a superar seu impacto de modo eficiente. Mas lembre-se, assim como não dá para ficar de braços cruzados, também não dá para imaginar que você irá resolver todos os problemas da empresa com meia dúzia de ações.

O melhor tratamento é cuidar do relacionamento da empresa com seus públicos de interesse estratégico e mantê-los corretamente informados para harmonizar as expectativas existentes entre eles e a empresa. Você pode compreender isso? Então, o que você já pode fazer para superar essas fases da crise?

Você já pensou que as crises são, antes de tudo, uma oportunidade? Quais ações você identifica como oportunidade para resolver seus problemas nesse momento?

Bem, isso exige uma reflexão maior sobre o que está acontecendo. Para você responder com um pouco mais de informação, convido ler a primeira parte do artigo Reflexos e Impactos da Crise Financeira Mundial - Como Relações Públicas pode ajudar nesse momento?

Assim, podemos refletir sobre tudo o que está acontecendo. Gostaria de conhecer sua opinião e sugestões de como Relações Públicas pode ajudar as empresas a vencerem a atual crise financeira mundial. Não tenho todas as respostas, mas podemos conseguir isso juntos. Vamos lá?
 



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Estamos a bordo, navegando
Postado em: 04/11/2008 por Flávio Schmidt
DO PONTO DE VISTA DE RP

Este é o primeiríssimo post do Blog do Flávio no universoRP.net.

Portanto, é com muita satisfação que apresento esse novo espaço de reflexão e diálogo sobre Relações Públicas. Sua criação tem um motivo significativo, que gostaria de compartilhar com você em breves palavras.

Passei a minha vida profissional atuando em consultorias e ajudando empresas a serem melhores organizações. Não sei se consegui realmente fazê-las melhor, mas com certeza deixei nelas uma semente de como Relações Púbicas pode ajudar uma empresa a ser responsável e assumir um papel de cidadania, incorporando em sua imagem respeito e reputação. Também passei boa parte de minha vida profissional atuando nas entidades e instituições da categoria, procurando fazer valer seus propósitos. Penso que lá também deixei realizada uma proposta com o objetivo de satisfazer os interesses comuns de tantos segmentos envolvidos nessa área. Durante um período lecionei numa universidade com o objetivo de formar jovens para a nossa profissão, orientá-los sobre os reais propósitos de Relações Púbicas e encantá-los sobre o que poderiam fazer como agentes transformadores da sociedade.

Em cada um desses setores, trabalhei observando e interpretando as mudanças e evolução do mercado, mas também, sempre que necessário, fiz análises críticas para que o mercado respeitasse os fundamentos e princípios dessa atividade. Hoje, observo que Relações Públicas teve um crescimento vertiginoso no mercado e que praticamente todas as empresas estão de alguma forma investindo nessa área. Isso chega a ser fantástico.

Entretanto, como todo crescimento vertiginoso carrega uma diversidade natural, essa área cresceu se expandindo em várias direções. Como o mercado cobra o imediatismo, a atividade de Relações Públicas foi sendo incorporada com esse viés, diversificada, num ritmo acelerado em busca de resultados imediatos. 

Por causa disso, dá para observar que se formou uma nova atividade com base em princípios de outras áreas de comunicação, compondo uma miscelânea de técnicas que tem como principal objetivo atender as demandas e exigências do mercado, mas distanciando-a cada vez mais de sua essência e natureza.

Do ponto de vista do mercado, tudo certo, mas do ponto de vista de Relações Públicas, nem tudo está certo. 

Como não poderia deixar de ser, senti falta de um espaço que discutisse esse fato em particular e essa ausência me levou a criar o universoRP.net, que apresento agora a todos vocês.

O universoRP.net foi criado com a intenção de entender as várias formas como Relações Públicas está sendo praticada e promover o aprofundamento e a análise dos temas em evidência. Tudo isso, visando aperfeiçoar o conhecimento sobre essa atividade e desenvolver uma percepção correta de sua natureza e finalidade. O Blog do Flávio faz parte do universoRP.net e foi criado com o objetivo exclusivo de estimular o diálogo e o debate entre profissionais, estudantes e interessados no assunto.

Para dar apoio aos posts do Blog do Flávio foi criada a seção +Artigos que visa  aprofundar os temas discutidos e trazer novos elementos para a reflexão. Leia o artigo de abertura “Relações Públicas também faz parte do jeitinho brasileiro” e faça sua reflexão. 

Espero sinceramente que essa iniciativa alcance sucesso, pois será mais uma pequena contribuição, que todos nós daremos, para a manutenção da qualidade de Relações Púbicas e para o reconhecimento de que o sucesso de todos – profissionais e empresas - depende exclusivamente dos resultados que esta fantástica atividade pode oferecer.

Aproveite e navegue pelo site inteiro. Conheça os conteúdos de PróImagem e do universoRP.net.  Faça seus comentários, dê sua opinião a respeito e lembre-se: o sucesso desse movimento depende diretamente de sua participação.

A partir de agora, como sempre, estamos a bordo, navegando.

Um abraço
 



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